Em tudo na vida, o planejamento é a base do sucesso. O empresário planeja as estratégias de venda, o produtor rural organiza o plantio, o manejo e a colheita. No campo e na cidade, quem se antecipa e se organiza, colhe melhores resultados. Mas há um ponto que, muitas vezes, fica esquecido nesse processo: o planejamento patrimonial e sucessório.
É sobre isso que vamos conversar quinzenalmente aqui, na coluna Rédea Curta e Direta. Este será um espaço para traduzir, de forma simples e objetiva, assuntos que parecem complicados — como holdings, planejamento patrimonial, sucessão familiar e reforma tributária —, mas que estão diretamente ligados ao dia a dia de quem constrói, produz e deseja deixar um legado sólido.
Quando falamos em planejamento patrimonial, estamos falando de cuidado. Cuidado com o que foi construído com esforço, com a segurança da família e com a continuidade do patrimônio ao longo das gerações. Não é um tema restrito a grandes empresários, pelo contrário, toda família, por menor que seja, tem um patrimônio e precisa pensar em como protegê-lo.
Interessante notar que a própria família é fruto de planejamento. Planejamos o casamento, o número de filhos, o futuro da propriedade, os investimentos…, mas quase nunca planejamos a sucessão. E é justamente aí que mora o risco: o governo também planeja — e uma das metas dele é arrecadar. Se não houver uma estruturação adequada, o Estado acaba se tornando um “sócio oculto” da família, levando uma fatia considerável daquilo que foi construído com tanto trabalho, através de impostos e custos sucessórios elevados.
Por outro lado, quem se planeja com antecedência tem o poder de usar a lei a seu favor. O ordenamento jurídico brasileiro permite, de forma totalmente legal e transparente, organizar o patrimônio para que ele permaneça protegido, reduzindo a carga tributária e evitando conflitos futuros entre herdeiros. É sobre isso que o verdadeiro planejamento patrimonial se trata: estratégia, proteção e inteligência.
Assim como o produtor rural observa o clima, analisa o solo e escolhe o momento certo da semeadura, o cuidado com o patrimônio também exige tempo, reflexão e decisões bem fundamentadas. É um gesto de responsabilidade, mas também de amor pela família e pela história que se está construindo.
Nos próximos encontros, vamos aprofundar esses temas, descomplicar conceitos e mostrar como o planejamento pode transformar preocupações em tranquilidade e segurança. Porque planejar não é apenas prever o futuro — é cuidar do presente com inteligência e levar em rédea curta o controle e o comando do que é seu.
Até o próximo encontro.
Dra. Cassiane Fagundes – OAB 95.270
Av. Angelo Macalós 524, sala 01 – Espumoso/RS
Especialista em Holding Familiar e Rural
http://www.cassianefagundes.com.br/
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