O Laboratório Bio Exame, com unidades em Espumoso, Tapera e Campos Borges, passou a utilizar um equipamento de última geração para a análise de exames de urina, tecnologia que coloca a região entre as poucas do Estado a contar com esse tipo de recurso avançado. O aparelho que integra inteligência artificial e microscopia automatizada já está em pleno funcionamento na unidade de Tapera.
Segundo o responsável técnico, Dr. Maurício Rotta, o equipamento processa uma amostra a cada dois minutos, realizando automaticamente até 280 imagens ampliadas em 400 vezes, o que permite identificar estruturas que muitas vezes não são visíveis ao microscópio convencional. “O sistema consegue analisar centenas de campos, enquanto no método manual avaliamos cerca de 20 a 30. Isso torna o exame mais preciso e detalhado”, explica.
A tecnologia também auxilia na detecção de infecções, células renais, fungos e bactérias em pequenas quantidades, além de indicar quando a amostra está muito concentrada e necessita de diluição para leitura adequada. Após o ajuste, o equipamento repete a análise e gera um laudo mais completo, incorporando recursos que não eram possíveis no modelo tradicional, como avaliação de cálcio, creatinina e microalbuminúria. O laboratório segue realizando um controle de qualidade paralelo, comparando resultados manuais e automatizados. “As comparações têm sido perfeitas. Hoje utilizamos ambos apenas para controle exigido pela vigilância”, afirma Dr. Maurício.
A adoção da tecnologia traz benefícios diretos aos pacientes e aos médicos, especialmente em situações de urgência. Exames que antes podiam levar horas agora têm resultados disponibilizados em poucos minutos. O Bioexame destaca que o custo ao paciente não sofre aumento significativo, mesmo com o uso da nova ferramenta.
Com apenas dez equipamentos deste tipo em funcionamento no Rio Grande do Sul dois deles na região do Alto Jacuí a implantação representa um avanço importante para o diagnóstico laboratorial local. “Nosso objetivo é ser referência em qualidade e inovação”, conclui Dr. Maurício.

















