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O setor ervateiro segue como um dos grandes motores da economia de Arvorezinha, figurando entre os três primeiros colocados no índice de retorno de ICMS ao município em 2026, conforme a simulação divulgada pelo Sistema Masper Assessoria. O desempenho reafirma a importância histórica e econômica da cadeia da erva-mate para o desenvolvimento local, geração de empregos e fortalecimento da arrecadação municipal.

De acordo com os dados, empresas ervateiras ocupam posições de destaque no ranking de Valor Adicionado Fiscal (VAF) — indicador-chave que define a participação do município na divisão do ICMS estadual. Entre as primeiras colocações estão indústrias do segmento, como Ponche Verde, Vison e Valério, evidenciando o peso do setor na composição do índice.

Como funciona a análise do retorno de ICMS

O ICMS é arrecadado pelo Estado e repartido entre os municípios com base em critérios legais. O principal deles é o VAF, que representa o valor gerado pelas empresas instaladas no município a partir de suas operações econômicas (basicamente a diferença entre vendas e compras). Funciona assim: Cada empresa contribui com um VAF individual; a soma dos VAFs forma o VAF total do município; esse total define o percentual de participação de Arvorezinha no bolo do ICMS; a partir desse percentual, estima-se o retorno financeiro anual ao município.

Na simulação de 2026, o VAF médio municipal é de R$387.996.495,04, com arrecadação estimada de ICMS em R$13.443.780,00. O valor indicado como “retorno estimado” representa quanto cada empresa contribui, de forma indireta, para esse montante recebido pelo município.

Faturamento expressivo do conjunto empresarial

Somadas, as empresas listadas na simulação alcançam um faturamento (VAF agregado) de aproximadamente R$93.088.222,71. Uma parcela significativa desse valor é gerada pelo setor ervateiro, o que explica sua posição de destaque entre os maiores responsáveis pelo retorno de ICMS.

Importância estratégica para o município

Além do impacto direto na arrecadação, o desempenho do setor ervateiro sustenta centenas de empregos diretos e indiretos; fortalece a cadeia produtiva local (agricultura, transporte, comércio e serviços); garante maior capacidade de investimento público em áreas como saúde, educação e infraestrutura. O resultado confirma que investir, manter e fortalecer a indústria da erva-mate é estratégico não apenas para as empresas, mas para toda a comunidade de Arvorezinha, consolidando o município como uma das referências do setor no Rio Grande do Sul.

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