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50 dias e os órgãos de segurança pública registraram o primeiro crime violento intencional contra a vida em Guaporé. Na madrugada da segunda-feira, dia 19 de fevereiro, Jacir Garcia Nunes, de 36 anos, foi morto com diversos disparos de armas de fogo em uma residência no bairro Nossa Senhora da Paz (Promorar). O irmão, de 45 anos, foi ferido, sendo socorrido para atendimento médico e não corre risco de morte. O homicídio pode estar relacionado a disputa por território entre as facções para a comercialização de drogas.
O crime aconteceu por volta das 5h15min na rua Carlos Ceppi, em região bastante populosa. No imóvel G24, dois homens, ambos envolvidos com o tráfico de drogas e integrantes de uma facção, foram surpreendidos com a ação de criminosos que portavam espingarda calibre 12 e pistola calibre 9 mm. Para entrar, estouraram a porta e passaram a efetuar os disparos. Um dos moradores, o de 46 anos, atingido no braço, conseguiu empreender fuga. Jacir não teve a mesma sorte. Havia perfurações na região do tórax, costas e abdômen. Após, os criminosos saíram em alta velocidade em um automóvel, ainda não identificado, pelas vias urbanas da comunidade.
Policiais do 4º Pelotão da Brigada Militar (BM), assim como servidores do 4º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar (4º PelBM), foram acionados nas Centrais de Operações (Telefones 190 e 193) e deslocaram-se até o ponto do crime. As duas vítimas foram socorridas e encaminhadas para atendimento no Hospital Manoel Francisco Guerreiro. Ambos estavam conscientes. Porém, em virtude da gravidade dos ferimentos, Jacir não resistiu e morreu. O irmão segue internado.
Buscas foram efetuadas pela guarnição da BM, mas não houve sucesso na localização dos criminosos. Isolado, o local foi analisado por agentes da Delegacia de Polícia Civil (DP), de Guaporé, que abre Inquérito Policial (IP) para investigar o primeiro homicídio de 2024. O objetivo é descobrir a autoria e a motivação.
Jacir, além de tráfico e posse de entorpecentes, possuía passagens por furto e lesão corporal. Seu irmão tem antecedentes por roubo de veículo e dano.
Em 2023
A guerra entre as facções provocou uma série de mortes violentas e muita preocupação na comunidade guaporense e regional ao longo de 2023. Somente na “Capital da Hospitalidade” foram 11 homicídios, sendo 10 no primeiro semestre. Foi o ano com o maior número de registros desde que a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP/RS) passou a divulgar os indicadores da criminalidade. Dos casos, mais de 85% foram resolvidos no trabalho conjunto entre Brigada Militar e Polícia Civil.



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