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Os 67 delegados estiveram reunidos com os Presidentes Executivo e do Conselho de Administração, para tratar sobre o desempenho de 2023 e as perfectivas para o futuro

Nos dias 23 e 24 de janeiro, a Cooperativa Dália reuniu os delegados em dois grupos para discutir sobre os acontecimentos que impactaram o setor agroindustrial nos últimos anos e apresentar as projeções da cooperativa para 2024. O encontro ocorreu no Centro de Cultura Ouro Branco, na matriz, em Encantado, iniciou pela manhã e se estendeu ao longo da tarde.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini, abordou os principais acontecimentos que impactaram a Dália no ano de 2023, como também o planejamento para 2024. “Foram duas reuniões, uma parte dos delegados em um dia e o restante no outro. Dois encontros muito importantes, onde abordamos os impactos da crise da produção de proteína animal, as cheias do Rio Taquari, que invadiram o frigorífico de suínos e mesmo assim, diante dessas adversidades, no final do ano, começamos a obter resultados significativos principalmente na suinocultura”, com otimismo afirmou Piccinini.

O presidente do conselho também relembrou as decisões da cooperativa, em relação à diminuição do abate de aves e suínos. “Diante do cenário negativo do mercado, nos últimos três anos, discutimos as ações da Dália relacionadas ao aumento da produção de embutidos, que tem valor agregado. Outra decisão da cooperativa foi reduzir o abate em ambos os frigoríficos, medidas que se mostraram importantes e acertadas”, ressaltou.

Além disso, o encontro também serviu para aproximar a direção com o grupo de lideranças. “Aproveitamos o momento para debater e permitir a participação de todos. Discutimos sobre as estratégias tomadas e o planejamento para o futuro. Tenho certeza de que todos saíram conhecendo mais sobre o cenário do mercado, a situação atual da cooperativa, além de esclarecidos sobre os importantes temas abordados”, frisa.

Dificuldades do RS

Em seguida, o Presidente Executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, explanou sobre a complexidade dos acontecimentos dos últimos três anos, como a elevação da taxa de juro, a crise da proteína animal e o prognóstico que o setor vivencia em todo o mundo.

“Ambos os encontros foram muito proveitosos. Muitos delegados questionaram e sanaram suas dúvidas nas discussões sobre as projeções, oportunidades e ameaças. Outro fator que avaliamos em conjunto é a interrelação da economia e da política, uma vez que os fatos políticos interferem no mercado e na encomia e esta afeta o cenário político e, por consequência, no cotidiano da população”, destacou Freitas.

Carlos Alberto projeta que a crise das carnes está chegando ao final e detalhou os principais motivos que desencadearam o momento de dificuldades na produção. “Constatamos que a crise iniciou por causa da elevação do custo de produção, resultado do aumento do preço dos insumos e das altas taxas de juro. Porém, ambas estão reduzindo e, com isso, a atividade econômica volta a ser rentável para quem produz neste país e, consequentemente, a crise apresenta sinais que está chegando ao fim”, relaciona.

Incentivo de vários governos

Conforme Freitas, os créditos presumidos resultaram de acordos celebrados entre a indústria e o poder púbico estadual e que se estende há vários governos. “Desta maneira, o governo do estado coloca um freio na economia, pois todos os estados da federação brasileira adotaram a política pública dos créditos presumidos, a fim de trazer isonomia competitiva e evitar a guerra tributária fiscal, quando ocorre uma disputa entre estados e municípios para oferecer melhores incentivos”.

 

Fotos: Karoline Jaquetti

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