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erva-mate produzida em sete municípios do Alto Taquari, no centro do Estado, avança na busca da indicação geográfica (IG), selo que identifica produtos típicos de uma localidade ou região e os distingue de itens similares disponíveis no mercado. Passo importante no processo, um projeto-piloto com foco no polo ervateiro, desenvolvido por pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em parceria com extensionistas da Emater/RS-Ascar, foi apresentado na semana passada ao Grupo Gestor do IG Erva-mate Região Alto Taquari, na Câmara de Vereadores de Ilópolis.

Segundo a pesquisadora Larissa Bueno Ambrosini, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Seapi, o estudo deve ser concluído no primeiro semestre de 2024. Os resultados irão respaldar a documentação necessária para que a certificação seja solicitada pela Associação dos Amigos e Parceiros da Erva-Mate do Polo do Alto do Vale do Taquari (AA Erva-Mate) ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O pedido incluirá os municípios de Ilópolis, Arvorezinha, Itapuca, Fontoura Xavier, Anta Gorda, Putinga e Doutor Ricardo.

Pesquisadores Larissa (E) e Bruna com o produtor Teolindo Franzon, do município de Arvorezinha. A pesquisadora Larissa Ambrosini (E) e a extensionista Bruna Roldan com o produtor Teolindo Franzon, do município de Arvorezinha | Foto: Fernando Kluwe Dias / Divulgação / CP.

Larissa explica que o estudo é norteado por dois objetivos: o registro das condições de clima e solo (edafoclimáticas) do território de produção da erva-mate do Alto Taquari e a descrição da ocupação humana e agrícola na região. “É contar a história da erva-mate desde a época dos indígenas, mostrando que a exploração da planta está ancorada na história desse território”, diz a pesquisadora, destacando que esse trabalho vem sendo realizado por meio de pesquisas bibliográficas e de entrevistas com produtores rurais.

Com 73 agroindústrias ligadas à erva-mate, o Alto Taquari concentra 60% da área cultivada com a planta no Estado e será o primeiro dos cinco polos ervateiros gaúchos a pleitear a chancela do INPI, segundo a extensionista da Emater/RS-Ascar Bruna Bresolin Roldan. “A identificação geográfica valoriza o produto. É uma cadeia de valor que vai crescendo, onde o produtor ganha mais pela erva-mate que vende e a indústria ganha mais por ter um produto diferenciado”, destaca.

Além de fortalecer o desenvolvimento no Alto Taquari, fomentando o turismo associado à atividade agrícola, a conquista da primeira certificação deve incentivar iniciativas semelhantes pelo Estado, no sentido de demonstrar o potencial de outras regiões produtoras. “A erva é um produto típico gaúcho, é do nosso bioma, O que se gostaria é que cada polo tivesse sua indicação geográfica e (o setor) vai trabalhar nesse sentido”, afirma Bruna.

 

fonte: Correio do Povo

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