{"id":103067,"date":"2025-02-11T09:36:43","date_gmt":"2025-02-11T12:36:43","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodomate.com\/?p=103067"},"modified":"2025-02-11T09:36:43","modified_gmt":"2025-02-11T12:36:43","slug":"comissao-regional-questiona-inadimplencia-calculada-pelo-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodomate.com\/index.php\/2025\/02\/11\/comissao-regional-questiona-inadimplencia-calculada-pelo-estado\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o regional questiona inadimpl\u00eancia calculada pelo Estado"},"content":{"rendered":"<p>O sistema de cobran\u00e7a de ped\u00e1gios por meio do modelo free flow, que substitui as pra\u00e7as f\u00edsicas por p\u00f3rticos eletr\u00f4nicos, est\u00e1 no centro de um debate sobre os custos e a viabilidade da concess\u00e3o de rodovias no Vale do Taquari.<\/p>\n<p>Pela modelagem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), o risco de inadimpl\u00eancia neste novo modelo de cobran\u00e7a pode variar entre 20% e 30%.<\/p>\n<p>Junto com um Volume Di\u00e1rio M\u00e9dio (VDM) abaixo de 20 mil ve\u00edculos, a tarifa m\u00ednima precisaria come\u00e7ar em R$ 0,25 por quil\u00f4metro rodado. Enquanto isso, dados da concession\u00e1ria Caminhos da Serra, mostram que a evas\u00e3o de pagamentos no free flow \u00e9 inferior a 10%.<\/p>\n<p>O diretor de infraestrutura da C\u00e2mara da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio do Vale do Taquari (CIC-VT), Leandro Eckert, questiona a base do estudo e a proposta do Estado. \u201cN\u00e3o \u00e9 o free flow que encarece a tarifa, s\u00e3o os equ\u00edvocos nos dados do BNDES\u201d, afirma e acrescenta: \u201cA leitura por p\u00f3rticos com cobran\u00e7a autom\u00e1tica \u00e9 o melhor sistema no mundo hoje. Esse percentual de at\u00e9 30% de inadimpl\u00eancia \u00e9 muito elevado. Al\u00e9m disso, o Estado apresenta uma circula\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de ve\u00edculos irreal.\u201d<\/p>\n<p>O plano de concess\u00f5es do governo do Estado prev\u00ea investimentos de R$ 6,7 bilh\u00f5es, sendo R$ 5,4 bi da iniciativa privada e R$ 1,3 bi do Fundo de Reconstru\u00e7\u00e3o do RS (Funrigs).<\/p>\n<p>A proposta inclui a duplica\u00e7\u00e3o de 244 quil\u00f4metros de rodovias e a constru\u00e7\u00e3o de 103 quil\u00f4metros de terceiras faixas. No Bloco 2, est\u00e3o as ERSs 128, 129, 130 e 453.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, a primeira experi\u00eancia de cobran\u00e7a autom\u00e1tica por leitura de placa foi na BR-101, entre o Rio de Janeiro e Santos. O sistema \u00e9 diferente do pensado para o Vale do Taquari. No centro do pa\u00eds, h\u00e1 um p\u00f3rtico, com a cobran\u00e7a integral da tarifa. Funciona como uma substitui\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a f\u00edsica.<\/p>\n<p>Formato semelhante da concess\u00e3o da Serra Ga\u00facha, em trecho assumido pela concession\u00e1ria Caminhos da Serra.<\/p>\n<p>Entre as alternativas discutidas para diminuir o valor do ped\u00e1gio est\u00e3o a posterga\u00e7\u00e3o de investimentos, a redu\u00e7\u00e3o de melhorias em trechos menos movimentados e um maior aporte do Estado por meio do Fundo de Reconstru\u00e7\u00e3o do RS (Funrigs). Um aumento de R$ 900 milh\u00f5es no repasse estadual poderia reduzir a tarifa em R$ 0,09 por quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>O governador Eduardo Leite, durante visita ao Vale na semana passada, afirmou que o pedido de ampliar o aporte est\u00e1 em an\u00e1lise.<\/p>\n<p>A Hora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema de cobran\u00e7a de ped\u00e1gios por meio do modelo free flow, que substitui as pra\u00e7as f\u00edsicas por p\u00f3rticos eletr\u00f4nicos, est\u00e1 no centro de um debate sobre os custos e a viabilidade da concess\u00e3o de rodovias no Vale do Taquari. 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