{"id":114161,"date":"2026-02-03T11:04:40","date_gmt":"2026-02-03T14:04:40","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodomate.com\/?p=114161"},"modified":"2026-02-03T11:04:40","modified_gmt":"2026-02-03T14:04:40","slug":"viuvos-tambem-podem-ter-direito-a-pensao-por-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodomate.com\/index.php\/2026\/02\/03\/viuvos-tambem-podem-ter-direito-a-pensao-por-morte\/","title":{"rendered":"Vi\u00favos tamb\u00e9m podem ter direito \u00e0 pens\u00e3o por morte"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Por muitos anos, homens que perderam suas esposas foram informados de que n\u00e3o tinham direito \u00e0 pens\u00e3o por morte. Esse entendimento equivocado foi especialmente comum antes de 1991, com maior incid\u00eancia no meio rural, onde prevalecia a ideia de que o marido n\u00e3o dependia economicamente da esposa \u2014 mesmo quando ela trabalhava na lavoura, contribu\u00eda para o sustento da fam\u00edlia ou possu\u00eda v\u00ednculo formal de emprego.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com informa\u00e7\u00f5es do escrit\u00f3rio <\/span><\/i><b><i>Niederauer &amp; Battezini Advocacia<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">, esse posicionamento resultou na negativa de in\u00fameros pedidos ou, em muitos casos, fez com que os requerimentos sequer fossem apresentados ao INSS, fazendo com que muitos vi\u00favos perdessem, por desconhecimento, um direito leg\u00edtimo.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A situa\u00e7\u00e3o atingiu tanto as <\/span><\/i><b><i>seguradas especiais rurais<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2014 agricultoras que exerciam atividade em regime de economia familiar \u2014 quanto mulheres com carteira assinada, como empregadas dom\u00e9sticas, trabalhadoras do com\u00e9rcio, de f\u00e1bricas ou cooperativas. \u00c0 \u00e9poca, o entendimento administrativo desconsiderava a possibilidade de depend\u00eancia econ\u00f4mica do marido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 esposa, o que hoje se sabe ser totalmente incompat\u00edvel com a legisla\u00e7\u00e3o e com a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Com o passar dos anos, a legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e o posicionamento da Justi\u00e7a evolu\u00edram. Atualmente, est\u00e1 plenamente reconhecido que <\/span><\/i><b><i>homens e mulheres possuem os mesmos direitos previdenci\u00e1rios<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">, inclusive no que diz respeito \u00e0 pens\u00e3o por morte, sem qualquer distin\u00e7\u00e3o de g\u00eanero.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a advogada <\/span><\/i><b><i>La\u00eds Niederauer<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">, especialista em Direito Trabalhista e Previdenci\u00e1rio (OAB\/RS 86.599), o fato de o falecimento ter ocorrido antes de 1991 <\/span><\/i><b><i>n\u00e3o impede, de forma autom\u00e1tica, a an\u00e1lise do direito<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">. Em diversas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel verificar se a esposa era segurada da Previd\u00eancia Social e se o vi\u00favo atendia aos requisitos legais vigentes na \u00e9poca do \u00f3bito.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Casos como o de agricultoras que sempre trabalharam ao lado do marido na ro\u00e7a, ou de mulheres com v\u00ednculo formal que faleceram antes de 1991, merecem reavalia\u00e7\u00e3o. Muitos vi\u00favos foram informados, no passado, de que n\u00e3o teriam direito ao benef\u00edcio, mas hoje esses casos podem ser analisados sob uma nova \u00f3tica jur\u00eddica, com base em decis\u00f5es mais atuais da Justi\u00e7a.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cada situa\u00e7\u00e3o deve ser avaliada individualmente, com base em documentos, provas da atividade exercida e observ\u00e2ncia dos prazos legais. A orienta\u00e7\u00e3o correta \u00e9 fundamental para evitar que injusti\u00e7as antigas continuem se perpetuando e para garantir o acesso a direitos que, por muito tempo, foram negados.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b><i>Contato para mais informa\u00e7\u00f5es:<\/i><\/b><b><i><br \/>\n<\/i><\/b><b><i>Niederauer &amp; Battezini Advocacia<\/i><\/b><b><i><br \/>\n<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">La\u00eds Niederauer \u2013 Especialista em Direito Trabalhista e Previdenci\u00e1rio &#8211; \ud83d\udcde (54) 99183-9294<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Andy Portella Battezini &#8211; Especialista e Mestre em Direito &#8211; \ud83d\udcde (54) 99154-9358<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udccd Rua Duque de Caxias, 200, sala 01, Centro \u2013 Espumoso\/RS \u2013 CEP 99400-000<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udce7 nbadvogadas@hotmail.com<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por muitos anos, homens que perderam suas esposas foram informados de que n\u00e3o tinham direito \u00e0 pens\u00e3o por morte. 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