{"id":75496,"date":"2023-01-10T14:48:23","date_gmt":"2023-01-10T17:48:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiodomate.com\/?p=75496"},"modified":"2023-01-10T14:48:23","modified_gmt":"2023-01-10T17:48:23","slug":"ressuscitaram-o-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodomate.com\/index.php\/2023\/01\/10\/ressuscitaram-o-trigo\/","title":{"rendered":"Ressuscitaram o trigo"},"content":{"rendered":"<p>Tudo indica que o trigo apareceu cerca de 10.000 anos a.C. nas regi\u00f5es do Rio Eufrates e Tigre, entre Egito e Iraque (\u00c1sia). Os primeiros registros foram em 550 a.C. e a B\u00edblia tem diversas passagens que mostram a import\u00e2ncia do gr\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lNlDIdePD8w\" width=\"100%\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div id=\"supertag-ad-l0lhcc7hj\">\n<div class=\"clever-core-ads\"><\/div>\n<\/div>\n<p>No Brasil, ele chegou com o navegador Martim Afonso de Souza em 1534 por S\u00e3o Vicente, em S\u00e3o Paulo, e no Rio Grande do Sul, foi introduzido pelos portugueses em 1737. Mas, come\u00e7ou a ter import\u00e2ncia s\u00f3 in\u00edcio do s\u00e9culo XIX e logo perdeu for\u00e7a com aparecimento de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Teve sua retomada no per\u00edodo final da II Guerra Mundial. Mas, novamente a ferrugem destruiu muitas lavouras. Tinha uma hist\u00f3ria, que n\u00e3o foi comprovada, que espi\u00f5es americanos (concorrentes), haviam espalhado a ferrugem nas lavouras e nossos trigos n\u00e3o eram resistentes.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 60 a pesquisa trabalhou forte na melhoria gen\u00e9tica e na resist\u00eancia de doen\u00e7as. O Minist\u00e9rio da Agricultura, a EMBRAPA, pesquisas estaduais, cooperativas, universidades, produtores de sementes e diversas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablica e privadas transformaram o trigo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 70 e 80 havia grande \u00e1rea plantada de trigo e muitas vezes doen\u00e7as liquidaram com as lavouras, como ferrugem o\u00eddio, Mosaico, Giberela, etc. Cabia a extens\u00e3o rural fazer a assist\u00eancia t\u00e9cnica, projetos de cr\u00e9dito e quando dava problemas os levantamentos do seguro agr\u00edcola PROAGRO.<\/p>\n<p>Os envolvidos na pesquisa conseguiram colocar no mercado variedade\/cultivares melhores geneticamente e mais produ\u00e7\u00e3o de farinhas com finalidades diferentes. No passado t\u00ednhamos a farinha comum mo\u00edda mais fina e a famosa \u201csemolina\u201d, que era mo\u00edda mais grossa, preferidas pelas padarias e doceiras.<\/p>\n<figure id=\"attachment_498754\" class=\"wp-caption alignleft\" aria-describedby=\"caption-attachment-498754\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-498754 size-thumbnail td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/\/2023\/01\/Moinho-colonial-150x150.jpg\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" srcset=\"https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Moinho-colonial-150x150.jpg 150w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Moinho-colonial-300x300.jpg 300w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Moinho-colonial-421x420.jpg 421w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Moinho-colonial.jpg 526w\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-498754\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Hoje \u00e9 poss\u00edvel escolher o cultivar conforme a utiliza\u00e7\u00e3o: para panifica\u00e7\u00e3o, bolachas, tortas, fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de etanol e de uso para a propriedade agricultura familiar. Fiz um levantamento l\u00e1 por 1980 e a regi\u00e3o tinha 83 moinhos que trabalhavam com trigo, milho e descascavam arroz. Muitas propriedades plantavam em \u00e1reas escolhidas para estas culturas. Os farelos eram usados pelos produtores para alimenta\u00e7\u00e3o animal. Hoje temos trigo especializado para produ\u00e7\u00e3o de duplo prop\u00f3sito: pastoreio e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. Al\u00e9m da import\u00e2ncia de manter o solo coberto durante o inverno ajudando a evitar perdas por eros\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cRessuscitaram o trigo\u201d pela import\u00e2ncia na propriedade, no equil\u00edbrio de contas, na rota\u00e7\u00e3o de culturas e da valoriza\u00e7\u00e3o dos consumidores pelos panificados.<\/p>\n<p>As boas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, s dedica\u00e7\u00e3o dos produtores e o potencial produtivo fizeram o Brasil bater o recorde de produ\u00e7\u00e3o: 9,5 milh\u00f5es de toneladas (consumo de 12 milh\u00f5es de toneladas). Paran\u00e1, (este ano perdeu a lideran\u00e7a para RS) RS e SC produzem 90% de todo o trigo. Outros estados v\u00eam surgindo: S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Bahia, Distrito Federal e j\u00e1 est\u00e3o plantando trigo no Nordeste.<\/p>\n<figure id=\"attachment_498755\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-describedby=\"caption-attachment-498755\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-498755 size-full td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/\/2023\/01\/Mesa-panificados.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Mesa-panificados.jpg 1024w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Mesa-panificados-300x169.jpg 300w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Mesa-panificados-768x432.jpg 768w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Mesa-panificados-696x392.jpg 696w, https:\/\/independente.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Mesa-panificados-747x420.jpg 747w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-498755\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>No RS dados da EMATER informam que a produ\u00e7\u00e3o passa um pouco 5 milh\u00f5es de toneladas (produtividade 3.508 kg). A planta\u00e7\u00e3o chegou a 1,450 milh\u00f5es de hectares, a maior \u00e1rea dos \u00faltimos 42 anos.<\/p>\n<p>O resultado disso \u00e9 que precisaremos importar menos, nosso trigo tem boa qualidade e de certa forma vai diminuir o pre\u00e7o da farinha para quem utiliza. Problemas sempre aparecem e, no caso, a log\u00edstica e armazenagem devem preocupar. Por outro lado, o balan\u00e7o do mercado internacional pode alterar pre\u00e7os, como tamb\u00e9m favorecer a exporta\u00e7\u00e3o, quest\u00f5es a serem avaliadas.<\/p>\n<p>fonte: Grupo Independente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo indica que o trigo apareceu cerca de 10.000 anos a.C. nas regi\u00f5es do Rio Eufrates e Tigre, entre Egito e Iraque (\u00c1sia). Os primeiros registros foram em 550 a.C. e a B\u00edblia tem diversas passagens que mostram a import\u00e2ncia do gr\u00e3o. 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