{"id":91333,"date":"2024-04-23T15:59:34","date_gmt":"2024-04-23T18:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodomate.com\/?p=91333"},"modified":"2024-04-23T15:59:34","modified_gmt":"2024-04-23T18:59:34","slug":"industria-da-erva-mate-celebra-o-dia-do-chimarrao-promovendo-o-consumo-da-bebida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodomate.com\/index.php\/2024\/04\/23\/industria-da-erva-mate-celebra-o-dia-do-chimarrao-promovendo-o-consumo-da-bebida\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria da erva-mate celebra o Dia do Chimarr\u00e3o promovendo o consumo da bebida"},"content":{"rendered":"<p>Um h\u00e1bito que come\u00e7ou com as tribos ind\u00edgenas l\u00e1 no s\u00e9culo XVI, o chimarr\u00e3o, \u00e9 o hoje um dos mais importantes s\u00edmbolos da cultura ga\u00facha. A tradi\u00e7\u00e3o virou Lei, e em 2003, foi institu\u00eddo o 24 de abril como o <em>Dia do Chimarr\u00e3o<\/em> e a \u201cbebida s\u00edmbolo\u201d do estado do Rio Grande do Sul. Mas a paix\u00e3o pelo mate n\u00e3o tem fronteiras, e est\u00e1 presente no cotidiano de milhares de pessoas no Sul das Am\u00e9ricas e no mundo. Ao longo dos anos, a bebida que combina a infus\u00e3o m\u00e1gica de partes da erva-mate com \u00e1gua quente ganhou vers\u00f5es diferentes e conquistou novos adeptos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ineg\u00e1vel valor hist\u00f3rico, o chimarr\u00e3o est\u00e1 ligado a um dos seguimentos mais resilientes da economia do Rio Grande do Sul. De acordo com dados do Sindicato da Ind\u00fastria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate-RS), o setor produziu quase 211 mil toneladas de erva-mate em 2022, com o valor de produ\u00e7\u00e3o calculado em cerca de R$ 264 milh\u00f5es. O volume \u00e9 aproximadamente 13% menor que o registrado em 2021. No entanto, apesar do decl\u00ednio na produ\u00e7\u00e3o que deixa o estado na segunda posi\u00e7\u00e3o atr\u00e1s do Paran\u00e1, a preocupa\u00e7\u00e3o maior do setor \u00e9 com o consumo da bebida.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a ind\u00fastria do setor identificou uma queda nas vendas da erva-mate devido a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, como destaca do presidente do Sindimate-RS, \u00c1lvaro Pompermayer. \u201cO consumo do chimarr\u00e3o sempre foi est\u00e1vel, uma m\u00e9dia de 10 quilos\/pessoa\/ano. Atualmente, estimamos que esteja em torno de 8 quilos\/pessoa\/ano. Isso pode ser atribu\u00eddo em parte a perda do poder de compra dos consumidores, o calor acima da m\u00e9dia nos \u00faltimos anos e tamb\u00e9m a mudan\u00e7as de h\u00e1bito, como o desmanche das rodas de chimarr\u00e3o em raz\u00e3o da pandemia de coronav\u00edrus e a ado\u00e7\u00e3o de cuias menores e mais econ\u00f4micas\u201d, explica. \u201cSe o padr\u00e3o de consumo no RS costumava ficar em torno de 100 mil toneladas ao ano, em 2021 isso ficou at\u00e9 15 mil toneladas abaixo\u201d, complementa o dirigente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/correiodomate.com\/\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-23-at-15.54.24.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-91335\" src=\"https:\/\/correiodomate.com\/\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-23-at-15.54.24-640x807.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"807\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para reverter esse quadro, a ind\u00fastria e o Sindimate-RS buscam alternativas para incentivar o consumo e manter a tradi\u00e7\u00e3o, mesmo que de forma individual. \u201cA pandemia gerou dois fatores: o fato do ficar em casa aumentou as vendas de erva-mate. Mas o p\u00f3s-pandemia gerou a queda no compartilhamento da bebida, como \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o no estado, e isso ficou um pouco prejudicado. Aos poucos percebemos que est\u00e1 acontecendo uma individualiza\u00e7\u00e3o do chimarr\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 um problema, desde que se mantenha esse h\u00e1bito do nosso chimarr\u00e3o di\u00e1rio para aproveitar os benef\u00edcios da erva-mate\u201d, destaca Pompermayer.<\/p>\n<p>Uma das estrat\u00e9gias do setor \u00e9 mirar nos futuros consumidores, como explica o presidente do Sindimate-RS. \u201cEstamos trabalhando para que as ind\u00fastrias criem campanhas nas escolas com o Dia do Chimarr\u00e3o, onde ser\u00e3o abordados n\u00e3o s\u00f3 a import\u00e2ncia hist\u00f3rica e cultural, mas o aspecto de saudabilidade atrav\u00e9s do consumo de uma bebida saud\u00e1vel. Ao longo dos anos foi poss\u00edvel descobrir um mundo de benef\u00edcios, atrav\u00e9s do consumo cultural, do turismo, da cosmetologia e da gastronomia \u00e0 base da planta&#8221;, afirma Pompermayer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>EXPORTA\u00c7OES<\/strong><\/p>\n<p>Ciente que o consumidor est\u00e1 cada vez mais preocupado com a origem do produto e\u00a0 \u00e0 procura de produtos inovadores e diferentes, a ind\u00fastria da erva-mate investe permanentemente em novidades e novos mercados, seja atrav\u00e9s do chimarr\u00e3o \u00e0 moda ga\u00facha ou com as bebidas feitas a partir da erva-mate, como o terer\u00ea e os ch\u00e1s.<\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul \u00e9 o principal fornecedor mundial de erva-mate. Conforme levantamento do IBGE, o Brasil exporta para mais de 40 pa\u00edses, sendo o RS respons\u00e1vel por 73% da venda do produto no exterior. O Uruguai \u00e9 o principal comprador da ind\u00fastria ga\u00facha, depois vem Argentina, Espanha e Chile. Apesar do grande potencial para exporta\u00e7\u00e3o, a maioria das ind\u00fastrias ga\u00fachas ainda tem o mercado interno como principal consumidor, como explica do presidente do Sindimate-RS.<\/p>\n<p>\u201cA exporta\u00e7\u00e3o t\u00e1 crescendo muito entre as grandes industriais, que j\u00e1 atendem n\u00e3o s\u00f3 mercados da Am\u00e9rica do Sul, mas pa\u00edses da Europa como a Fran\u00e7a e a Alemanha, que importa muita mat\u00e9ria-prima para processar e vender subprodutos\u201d, ressalta Pompermayer. Ele completa: \u201cMas a maioria das ind\u00fastrias, cerca de 80% delas, trabalham com o mercado interno. Por isso, \u00e9 fundamental desenvolvermos estrat\u00e9gias para incentivar o consumo e o h\u00e1bito saud\u00e1vel de beber o chimarr\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>SUSTETABILIDADE &#8211; SINDIMATE-RS <\/strong><\/p>\n<p>Outro foco em pauta pelo Sindimate-RS \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de carbono no processo produtivo da erva. Essa \u00e9 uma das estrat\u00e9gias para aumentar a efici\u00eancia com a redu\u00e7\u00e3o da queima de biomassa, por exemplo.<\/p>\n<p>No RS, o Sindimate foi criado em 1942 para representar as ind\u00fastrias ervateiras do estado. Hoje, s\u00e3o mais de 250 ind\u00fastrias no Rio Grande do Sul, com milhares de pessoas envolvidas em toda a cadeia produtiva da erva-mate. Segundo estimativas do setor, mais de 100 mil pessoas trabalham todos os dias no ramo ervateiro no RS. Ao todo, 191 munic\u00edpios est\u00e3o envolvidos na cadeia produtiva da planta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mais sobre Sindimate-RS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sindimate.org.br\/\">https:\/\/www.sindimate.org.br\/<\/a><\/p>\n<p>Instagram.com\/sindimaters<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/@sindimateRS\">www.youtube.com\/@sindimateRS<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: AgroUrbano Hub Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\nTel: (51) 99165 0244 \u2013 Emerson Alves<br \/>\nFoto: Sindimate-RS<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.agrourbano.com.br\/\">www.agrourbano.com.br<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/AgrourbanoComunicacao\">Facebook: AgrourbanoComunicacao<\/a><br \/>\nInstagram: agrourbano_comunicacao<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um h\u00e1bito que come\u00e7ou com as tribos ind\u00edgenas l\u00e1 no s\u00e9culo XVI, o chimarr\u00e3o, \u00e9 o hoje um dos mais importantes s\u00edmbolos da cultura ga\u00facha. 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