{"id":93678,"date":"2024-07-09T09:30:23","date_gmt":"2024-07-09T12:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodomate.com\/?p=93678"},"modified":"2024-07-09T09:30:23","modified_gmt":"2024-07-09T12:30:23","slug":"rs-e-o-quinto-estado-brasileiro-com-mais-empreendimentos-de-economia-criativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodomate.com\/index.php\/2024\/07\/09\/rs-e-o-quinto-estado-brasileiro-com-mais-empreendimentos-de-economia-criativa\/","title":{"rendered":"RS \u00e9 o quinto estado brasileiro com mais empreendimentos de economia criativa"},"content":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o entre os estados brasileiros com mais empreendimentos de economia criativa, setor composto por segmentos vinculados \u00e0 cultura, \u00e0 criatividade, ao conhecimento e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. O RS re\u00fane 30.987 estabelecimentos, o que equivale a 6,8% do total de estabelecimentos no Estado e a 7,6% dos estabelecimentos do setor no pa\u00eds. Completam o ranking S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paran\u00e1. Seguindo a tend\u00eancia brasileira, o segmento de economia criativa com mais empreendimentos no RS \u00e9 o de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o (TIC), representando 21,8% do total.<\/p>\n<p>Os dados, referentes ao ano de 2021, est\u00e3o presente no estudo explorat\u00f3rio O mercado de trabalho da economia criativa no Rio Grande do Sul, divulgado nesta quarta-feira (9\/7) e produzido pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE), da Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (SPGG). Foram considerados como parte da economia criativa setores e ocupa\u00e7\u00f5es definidos pelo Sistema de Informa\u00e7\u00f5es e Indicadores Culturais 2007-2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), incluindo atividades ligadas direta e indiretamente \u00e0 cultura.<\/p>\n<p>Elaborado pelos pesquisadores Gabriele dos Anjos e Andr\u00e9 Coutinho Augustin, o material utiliza dados do mercado de trabalho formal disponibilizados pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre), do IBGE, e da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE). O documento visa contribuir com o programa estrat\u00e9gico RS Criativo, operado pela Secretaria da Cultura (Sedac), que busca promover o desenvolvimento e o fortalecimento da economia criativa.<\/p>\n<p>O material aponta que, entre 2017 e 2021, houve uma varia\u00e7\u00e3o positiva no n\u00famero de empreendimentos em todas as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o (UFs) consideradas, com aumento de 12,1% no RS. O segmento de publicidade registrou o maior crescimento (70,3%), enquanto o de publica\u00e7\u00e3o, editora\u00e7\u00e3o e m\u00eddia teve a maior queda (11,3%). Ainda que esteja em destaque no ranking das UFs com mais empreendimentos em economia criativa, o Estado caiu uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2017, ano de compara\u00e7\u00e3o no estudo.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o destaca que, em 2021, o RS foi o estado com a segunda maior participa\u00e7\u00e3o no segmento de patrim\u00f4nio e culturas tradicionais (14,4%) do Brasil. As menores contribui\u00e7\u00f5es ficaram nos segmentos de telecomunica\u00e7\u00f5es e audiovisual, com percentuais de 5,6% e 6,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>&#8220;O governo do Estado acredita no potencial da cultura e da economia criativa, o que est\u00e1 demonstrado, por exemplo, no fato de que o investimento do Executivo estadual no setor cultural cresceu 109,5% entre 2012 e 2022, conforme tamb\u00e9m demonstra pesquisa do IBGE. O estudo estat\u00edstico desenvolvido pela SPGG serve como embasamento para que possamos elaborar e fortalecer a\u00e7\u00f5es que impulsionem esse crescimento de forma inclusiva e sustent\u00e1vel\u201d, afirmou a secret\u00e1ria da Cultura, Beatriz Araujo.<\/p>\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o de empregos\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O setor de economia criativa empregou formalmente 143.847 pessoas no RS em 2021, o que equivale a 4,2% do total e a um aumento de 10,5% em rela\u00e7\u00e3o ao que foi verificado em 2017. Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o (TIC), que det\u00e9m o maior n\u00famero de empreendimentos dentro da economia criativa, \u00e9 tamb\u00e9m o segmento que mais emprega. Em 2021, representou no Brasil quase um ter\u00e7o dos postos de trabalho no setor (29,5%) e, no Rio Grande do Sul, ultrapassou esse percentual, com 34,2%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do setor de TIC, os segmentos de publica\u00e7\u00e3o, editora\u00e7\u00e3o e m\u00eddia (14,9%) e de arquitetura, design e moda (14,6%) foram os mais expressivos na composi\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho da economia criativa. Por outro lado, artes visuais e perform\u00e1ticas (1,8%), patrim\u00f4nio e culturas tradicionais (3,0%) e ensino de cultura (3,2%) s\u00e3o os segmentos com menor participa\u00e7\u00e3o no setor.<\/p>\n<p>Embora os segmentos de publicidade, telecomunica\u00e7\u00f5es e TIC tenham apresentado crescimentos expressivos no per\u00edodo de 2017 a 2021, o estudo mostra que parte dos outros segmentos tiveram piora no contingente de postos de trabalho, com destaque para audiovisual (-24,3%), patrim\u00f4nio e culturas tradicionais (-17,0%) e artes visuais e perform\u00e1ticas (-16,9%).\u00a0 Os tr\u00eas setores fazem parte do chamado n\u00facleo duro da economia criativa, ou seja, atividades amplamente reconhecidas pela sociedade como pertencentes ao \u00e2mbito da cultura.<\/p>\n<p>Em 2021, o setor da economia criativa no RS possu\u00eda uma m\u00e9dia de 7,5 empregados por estabelecimento, abaixo do total da economia ga\u00facha, que detinha m\u00e9dia de 10,3. Segmentos com estreita liga\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura, como artes visuais e perform\u00e1ticas, apresentavam o menor n\u00famero m\u00e9dio de empregados no setor (2,7 por estabelecimento), enquanto segmentos como TIC e audiovisual possu\u00edam m\u00e9dia superior a 13.<\/p>\n<p>\u201cOs segmentos mais identificados com a cultura encolheram no Estado, entre 2017 e 2021, enquanto houve crescimento no campo de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, tanto em n\u00famero de empreendimentos quanto em postos de trabalho\u201d, analisa Augustin. \u201cOs indicadores sugerem a necessidade de pol\u00edticas espec\u00edficas para os diferentes segmentos, principalmente aqueles com pior desempenho no per\u00edodo considerado\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Remunera\u00e7\u00e3o e g\u00eanero<\/strong><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o analisa tamb\u00e9m a remunera\u00e7\u00e3o no setor de economia criativa entre os anos de 2011 e 2021. No in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia real da economia criativa no RS era de R$ 1.506,88 e, em 2021, de R$ 2.448,81, um crescimento de 62,5%. No entanto, outros setores da economia cresceram mais no mesmo per\u00edodo: 81,4%. \u201cEm 2021, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do setor era mais baixa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do setor no Brasil. No entanto, h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es importantes no sal\u00e1rio m\u00e9dio entre os segmentos da economia criativa\u201d, salienta Gabriele dos Anjos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise segundo sexo e remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia demonstra que, em 2021, a participa\u00e7\u00e3o feminina no setor de economia criativa no RS era de 44,3% entre os empregados formais, inferior aos 46,8% no total de setores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>O segmento com maior contingente feminino \u00e9 o de ensino de cultura, com 72,7%. Arquitetura, design e moda, publica\u00e7\u00e3o e editora\u00e7\u00e3o e m\u00eddia e publicidade tamb\u00e9m apresentaram porcentagem maior de participa\u00e7\u00e3o feminina, com mais de 50% dos empregados. Em contrapartida, os setores que menos empregavam mulheres eram o de audiovisual, com 35,1%, e o de TIC, com 36%, este o que possui o maior n\u00famero geral de empregados no setor.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres esteve desigual principalmente em TIC e telecomunica\u00e7\u00f5es, nos quais o sal\u00e1rio m\u00e9dio feminino equivalia a 70% do sal\u00e1rio m\u00e9dio masculino. Ainda que represente o menor contingente geral de empregados e tenha as menores remunera\u00e7\u00f5es, o segmento de artes visuais e perform\u00e1ticas demonstrou simetria entre as remunera\u00e7\u00f5es, quando observadas por g\u00eanero.<\/p>\n<p><sub><em>Texto: Karine Paix\u00e3o\/Ascom SPGG<\/em><\/sub><br \/>\n<sub><em>Edi\u00e7\u00e3o: Secom<\/em><\/sub><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o entre os estados brasileiros com mais empreendimentos de economia criativa, setor composto por segmentos vinculados \u00e0 cultura, \u00e0 criatividade, ao conhecimento e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. 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