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A cultura do milho destinado à silagem apresenta recuperação no Rio Grande do Sul após o retorno das chuvas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1). De acordo com a entidade, “as perdas de produtividade causadas no início do mês vão sendo atenuadas pela recuperação da umidade do solo em virtude das chuvas regulares”, cenário observado na maioria das regiões produtoras.

A exceção ocorre na Fronteira Noroeste, onde o corte do milho permanece paralisado em razão do elevado volume de precipitações e da alta umidade do solo. Nas demais áreas, a Emater/RS-Ascar informa que as condições das lavouras são consideradas adequadas, com expectativa positiva de produtividade. A estimativa da entidade aponta que a área destinada ao milho para silagem deve alcançar 366.067 hectares, com produtividade média prevista de 38.338 quilos por hectare.

Na região administrativa de Erechim, as lavouras destinadas à produção de silagem apresentam condições fitossanitárias e de crescimento consideradas satisfatórias. Conforme a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de rendimentos em torno de 50 toneladas por hectare.

Em Ijuí, a boa umidade do solo favoreceu a aplicação de fertilizantes em cobertura, especialmente a ureia, utilizada como fonte de nitrogênio e aplicada de forma parcelada para melhor aproveitamento. O milho para silagem está em início de corte e, segundo o informativo, houve redução no volume de massa produzida, embora a quantidade de grãos seja considerada razoável.

Na região de Pelotas, as lavouras que haviam sido afetadas pelo déficit hídrico já se recuperaram e devem retomar o crescimento, enquanto os produtores seguem com a implantação de novas áreas. Já em Santa Rosa, a persistência de chuvas intensas interrompeu as operações de ensilagem. A Emater/RS-Ascar relata que “o excesso de umidade na massa vegetal compromete a obtenção do teor ideal de matéria seca para ensilagem”, o que afeta a compactação, o processo fermentativo e a qualidade final do produto. Diante desse cenário, os produtores aguardam períodos mais secos para retomar os trabalhos.

Agrolink – Seane Lennon

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