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As oportunidades de inovação para empresas gaúchas foram tema de painel realizado na manhã desta quarta-feira (10/4), na arena do governo no Gramado Summit. O Estado é correalizador do evento, que ocorre em Gramado, na Serra Gaúcha.

Com moderação do diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Suil (Fapergs), Rafael Roesler, o bate-papo buscou apresentar as oportunidades oferecidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) para indústrias, startups e micro e pequenas empresas (MPEs).

Roesler destacou que a Embrapii surgiu para ocupar uma lacuna entre a academia e a indústria. “Às vezes, há uma dificuldade de conversa entre a academia e a indústria, e esta interlocução com a Embrapii facilita a relação. Atualmente, a Fapergs tem apoio em duas unidades Embrapii no Rio Grande do Sul, uma na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e outra na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), por meio de bolsas de pós-doutorado. A intenção é continuar discutindo e construindo uma relação ainda maior com as unidades Embrapii”, salientou.

A coordenadora do Núcleo de Inovação da Furg, Micheli Rosa de Castro, ressaltou que a Embrapii faz uma ponte entre a indústria e as instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs). “Nosso objetivo, aqui, é apresentar possibilidades para alavancar o desenvolvimento da indústria brasileira, por meio de financiamentos e com a interação da Embrapii”, afirmou.

O presidente da Embrapii, Francisco Saboya, fez um panorama sobre o problema da desindustrialização precoce que o Brasil está vivendo. Nesse contexto, nasceu a Embrapii, em 2013, com o intuito de proporcionar indústrias mais inovadoras a partir da utilização de uma rede de cientistas e pesquisadores de ICTs e de universidades. “Inovar custo caro e tem seus riscos”, disse Saboya.

Em seus 10 anos, a Embrapii atuou em 2.479 projetos para 1.661 empresas, com um total de R$ 3,67 bilhões investidos.

Além disso, a instituição oferece oportunidades valiosas para MPEs e startups que desejam desenvolver soluções inovadoras. O modelo Embrapii diminui os custos e os riscos tecnológico e mercadológico, potencializando as chances de sucesso das MPEs e suas soluções inovadoras. “Agora, por conta de uma parceria estratégica firmada com o Sebrae, o valor da contrapartida de empresas pode diminuir em até 70%. Estamos falando de um nível de empresas que estão aqui neste evento e que nem imaginam que existe toda uma parceria entre universidades, ICTs, Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e o Sebrae para dar este suporte”, destacou Saboya.

A professora associada da Furg e coordenadora do iTec/Furg – Centro em Ciência de Dados e Robótica, Silvia Silva da Costa Botelho, ressaltou que inovar é uma questão de sobrevivência e que é necessária uma mudança de mentalidade. Ela explicou como as empresas podem buscar apoio de uma unidade Embrapii. “A empresa traz a sua dor, a sua demanda. Nós elaboramos o projeto, e em 40 dias damos início à assinatura do contrato. Este é um instrumento muito ágil, com disponibilidade imediata de recursos. Temos o laboratório e a qualificação de profissionais, e a empresa acompanha todo o processo, até a ponta final, que é a entrega da solução”, reforçou.

Atualmente, o Rio Grande do Sul possui oito unidades Embrapii.

Sobre a Embrapii

A Embrapii é uma organização social qualificada pelo poder público federal que, desde 2013, apoia instituições de pesquisa tecnológica, fomentando a inovação na indústria brasileira.

A organização mantém contrato de gestão com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações; da Educação; da Saúde; e da Economia.

A contratação da Emprapii parte do reconhecimento das oportunidades de exploração das sinergias entre instituições de pesquisa tecnológica e empresas industriais, em prol do fortalecimento da capacidade de inovação brasileira. Ela tem por missão apoiar instituições de pesquisa tecnológica, em selecionadas áreas de competência, para que executem projetos de desenvolvimento de pesquisa tecnológica para inovação, em cooperação com empresas do setor industrial.

Texto: Marcia Borges/Ascom Fapergs

GOV DO RS

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